Aprendendo a se respeitar

Respeito é bom e eu gosto! Mas será que o respeito dos outros é mais importante do que o meu auto respeito?

Quando agimos contrariando nosso coração, não estamos nos respeitando.

Colocar limites é respeito!

Geralmente o ser humano se coloca muita pressão em ter que ser multi tarefas – trabalhar, estudar, malhar, cuidar dos filhos, da casa, dos relacionamentos, dos amigos e isso pode levar a um grande esgotamento –  estafa e desânimo.

Aprendendo a se respeitar

Muitas vezes não nos damos conta que estamos colocando toda esta pressão em ter que… e acabamos transferindo esta cobrança para filhos, pais, cônjuge e até mesmo nossos colaboradores. Algumas pessoas lidam melhor com esta pressão e conseguem entender melhor seus limites, mas na grande maioria, não é o que vemos. A supermãe, a super esposa ou a super executiva que muitas vezes se anula, respeitando o desejo do outro em detrimento ao seu bem-estar. Não se dando conta que está ultrapassando seus limites, se maltratando e adoecendo.

O que acontece é que não  fomos ensinados a nos olhar, a nos perceber, a pedir ajuda. Fomos ensinados que pedir ajuda é demonstrar fraqueza e por isso escolhemos carregar o fardo sozinhos. Não estamos bem,  mas fingimos que estamos…

E, depois de muitas e repetidas concessões, chega a um ponto que dizemos BASTA: isso já é o limite do limite.

Não é necessário esperar chegar neste ponto pois quando dizemos basta já carregamos muita dor, muito sono perdido, stress e frustação.

É importante parar, avaliar e  se perguntar: onde vou parar agindo desta forma?

As pessoas boazinhas e generosas são invadidas com mais frequência, respeitam os outros, mas tem dificuldade de demarcar limites e precisam aprender a se posicionar bem no inicio de um relacionamento.  Hoje vivemos um momento  onde o respeito quase não é utilizado e estamos infelizmente, invadindo o espaço uns dos outros sem fazer cerimônia.

É preciso entender de uma vez por todas que eles são eles; que eu os amo, mas eles tem sua própria vida e eu escolho por mim. Escolho ser honesto e íntegro comigo.

Estar bravo, criar mágoas e ressentimentos com os outros quando as coisas não saem a seu modo, definitivamente não funciona. Em lugar de exercitar suas emoções, criando cargas negativas, exercite seu corpo.

E, se precisar, peça ajuda. Faça uma terapia, um treinamento de autoconhecimento, um curso de mindfulness. Pedir ajuda é sinal de fortaleza, é nobre e é uma atitude de auto respeito e amor para com você mesmo.

Coloque os limites que achar necessário, pois além de estar se respeitando, estará respeitando todos a sua volta.

Não permita que pessoas invasivas tomem conta do seu espaço, só porque acreditam que podem ter tudo o que querem, na hora que querem e do jeito que querem. Cabe  a você colocar estes limites comunicando de forma clara e direta suas escolhas.

Experimente imaginar, se você fosse outra pessoa, alguém muito querida, que está passando por estes desafios; o que diria a ela? Como você a apoiaria para usar o  poder do seu coração em benefício próprio.

É preciso dizer não quando quer dizer não e sim quando quer dizer sim.

Quantas vezes dizemos sim quando já sabemos que a resposta é não? Temos um alarme interno que dispara pois se eu já sei que a resposta é NÃO e ainda assim, digo que sim.

E o auto respeito? É preciso muita coragem para ser honesto e íntegro consigo mesmo, e não se importar com a opinião do outro.

O que conta realmente é o que eu penso sobre mim e como me sinto em relação a mim mesmo, quando  tudo que eu  tenho –  sou eu e meus pensamentos.